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FILA DA CATRACA: NOVA LIMINAR CONTRA FACULDADES ANHANGUERA

A justiça reconheceu o direito da estudante M.C.F.O.C. para ter sua entrada garantida nas Faculdades Anhanguera. A aluna tenta desde fevereiro do ano passado regularizar o pagamento de uma mensalidade, cujo código de barras estava errado, impedindo o pagamento no banco. Neste ano dirigiu-se à escola para fazer sua rematrícula e foi surpreendida com uma conta que incluía mensalidades já pagas. A funcionária da Anhanguera lhe disse, em tom displicente: "Pague tudo e está resolvido o problema". 

   A estudante procurou Dias Batista Advogados e foi informada de seus direitos. A advogada Ana Paula Vasques Moreira ingressou com a ação no inicio desta semana e a liminar foi concedida pelo juiz Douglas Augusto dos Santos. 

   Na decisão o juiz manda que a empresa reemita o boleto do ano passado sem encargos; que proceda a rematrícula da aluna; que regularize a entrada evitando a "fila da catraca" e que não inclua seu nome nos órgãos de proteção ao crédito. 
   A Anhanguera está sofrendo várias ações na Justiça por conta da famigerada "fila da catraca". Os alunos em débito com a escola são conduzidos a uma fila, na entrada da escola, expostos ao ridículo, enquanto aguardam se sua justificativa é válida ou não para entrarem na aula. 

   Esta não é a primeira ação contra cobrança abusiva por parte das Faculdades Anhanguera. No processo foram mostradas outros vários processos em que a Anhanguera comete o mesmo tipo de deslize. Numa decisão semelhante neste ano a justiça reconheceu o direito de outro estudante a não passar mais pela vexatória "fila da catraca". 

   A advogada Ana Paula Vasques Moreira explica que a escola tem outros meios de efetuar cobrança, diferentes desta exposição, que é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor. "Estas pessoas tem direito não apenas à liminar, mas também a uma indenização por danos morais. No caso desta aluna, estamos pedindo R$ 20.000,00", diz a advogada. Segundo ela o problema é que "em muitas vezes o erro é da própria Anhanguera". 

   A decisão foi proferida sem que a Anhanguera fosse ouvida. é uma liminar (decisão provisória). A aluna explica que agora expera receber a indenização: "não tenho pressa. Minha preocupação era perder a bolsa do Prouni. Com a rematrícula posso estudar sossegada". 

ANHANGUERA PROIBIDA DE BLOQUEAR ENTRADA DE ALUNO

advogado sorocaba
A Anhanguera educacional está sendo obrigada a regularizar a entrada do aluno D.F.M, sem necessidade de autorizações provisórias (liberar catraca). A ordem determina ainda que o nome do aluno seja incluído na lista de presença em aula. 
   D.F.M. vem sofrendo há anos com a Faculdades Anhanguera. Neste último episódio, o consumidor efetuou a negociação de seu débito por telefone. Ao chegar à escola, mesmo depois de ter quitado a primeira parcela, foi impedido de entrar. Submeteu-se a vexatória "fila da catraca" e mesmo assim não consegui acesso, porque, segundo os funcionários, a rematrícula não estava incluída. 
advogada contra anhanguera educacional   Segundo a advogada Ana Paula Vasques Moreira, que defende o consumidor, seu cliente voltou para casa e pagou de novo a rematrícula. Ainda assim, sofreu novamente. Outra vez teve de ir a "fila da catraca". Inconformado ingressou com ação de danos morais contra a Anhanguera, pedindo ainda que a Justiça lhe garantisse acesso imediato à escola e que seu nome fosse incluído na lista de presença. 
escritorio de advocacia em sorocaba   O advogado Claudio Dias Batista, do mesmo escritório, explica que este não é o único caso. "Estive na entrada da Anhanguera e verifiquei que a fila é realmente vexatória. Vários alunos são diariamente bloqueados e as piadinhas dos colegas são inevitáveis", finaliza o advogado. O processo recebeu o numero 1021897-22.2014.8.26.0602 e agora aguarda a contestação da Anhanguera.